Indubitavelmente, a internet se tornou um instrumento básico e indispensável na vida de qualquer pessoa. Retornando um pouco na história da rede mundial de computadores e/ou da internet, sabe-se que foi utilizada para fins militares em meados da década de 70. Com o avanço tecnológico, no entanto, surgiu a necessidade de compartilhar informação, modernidade, tecnologia, o que foi sendo realizado através de encontros, nos quais profissionais e amantes da internet compartilham seus conhecimentos. Como exemplo de tais encontros, temos a Campus Party, cujo evento 2013 ocorreu – pelo segundo ano consecutivo – em Recife (PE). Iniciada em 1997, na Espanha, a Campus Party é hoje o maior evento de ciência, cultura e entretenimento digital do mundo.  

  

Um dos grandes objetivos da Campus Party, em que participamos como voluntários, visou não somente hackear códigos ou realizar nostop de games, como também integrar pessoas no mundo digital, por meio da inclusão digital, a qual se resume em incluir uma pessoa digitalmente. Não significa apenas “alfabetizá-la” em informática, mas sim fazer com que o conhecimento adquirido por ela sobre a informática seja útil para melhorar seu quadro social e/ou intelectual. O simples fato de disponibilizar um computador para alguém ou, até mesmo, vendê-lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital.

Baseado nesse cenário, vem se consolidando um projeto existente há 2 anos e que revoluciona, aos poucos, a cabeça dos jovens pernambucanos e cuja finalidade é fornecer acesso gratuito à internet e conteúdos diversos para estudantes da rede pública de ensino. Assim, fornece-se para estes o conhecimento através de uma internet Banda Larga, oferecendo, além da inclusão digital, oportunidades de emprego, exercício da cidadania e construção do conhecimento para uma melhor qualidade de vida.

Vale dizer, uma das grandes conquistas como voluntários na Campus Party que obtivemos foi aproveitar, integralmente, tal oportunidade, a qual nos concedeu, durante os 3 dias de evento, um real aprendizado. Aprendizado este que não guardamos para nós mesmos, mas o compartilhamos, como também o conhecimento que adquirimos durante nossa caminhada de estudos. Tentamos, ao máximo, passar tal conhecimento para os outros, da maneira singela, mas concreta. E o que podemos dizer acerca de todo o evento? Que, com certeza, as horas sem dormir foram gratificantes, ao vermos, no final, os sorrisos estampados nos rostos daqueles aprendizes da informação digital. Com muito orgulho e felicidade, digo que fiz parte da Inclusão Digital 2013 da Campus Party e que o pouco que fizemos foi o primeiro de muitos outros passos que iremos realizar.

IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DAS EMPRESAS NESSA CAMINHADA

Bom ressaltar que a Campus oferece um espaço colaborativo durante 3 dias para milhares de pessoas pré-cadastradas, para que elas aprendam a usar ferramentas com as quais consigam desvendar os segredos e a magia de estar conectado com o resto do mundo. Dessa forma, conseguimos levar para esses estudantes diversas tecnologias, na prática e na teoria.

Outro ponto interessante foi realizar um icebreak, falando um pouco de nós mesmos para os estudantes. Icebreak é um modo interessante de se apresentar dentro de eventos: dizendo seu nome, onde estuda, o que estuda/trabalha e que tecnologia mais gosta de utilizar.

No icebreak realizado por mim, apresentei-me fundador/líder do GDG de João Pessoa (PB) e nossas atribuições como tais membros e que, até o momento, para eles não fazia tanto sentido. Ainda, mencionei que sempre realizamos meetups, eventos, treinamentos mensais com ferramentas e produtos específicos do Google e todos ficaram muito interessados e focados, além de bastante atentos ao que era dito.

Para esse jovens, ingressarem nesse mundo digital e tão desconhecido, a fundo, por eles, torna-se algo instigante que, por isso mesmo, valem os investimentos nessa área da educação. Digo, com toda a certeza, que esse foi meu sentimento enquanto ministrava aulas, assim como todo o restante do grupo.

Então, por que não incentivar tais tecnologias e métodos de compartilhar informação? Temos a necessidade de desenvolver projetos, os quais incentivem o contínuo investimento em infra-estrutura para melhoria na qualidade do acesso à educação, visto a importância de se ter ciência que a internet é um instrumento essencial e, para que continue evoluindo, depende apenas da ampliação dos níveis de massificação do acesso a esta, alinhada à qualidade e responsabilidade.

A Campus Party, foi, então, mais um evento o qual levaremos eternas lembranças significativas e conhecimento ímpar.

Obrigado!

Abs,

Jacques:)